segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Como você gasta a sua energia no dia a dia?

Cada um divide o seu dia de acordo com o estilo de vida. Algumas mulheres irão responder que gastam 100% da energia com a família, outras irão dizer que gastam 30% da sua energia com a família, 20% com MBA e esporte e 50% com o trabalho. Não tão diferentes seriam os homens, acrescentando, em vários casos, um percentual com os amigos.

Como fica quando perguntamos como a energia é distribuída no trabalho? Provavelmente a resposta ficaria próximo a 30% com e-mails, 20% no telefone, 40% em reuniões e 10% para executar, correto? Bem, para alguns sim, mas, para a maioria... O problema não é gastar muito tempo com e-mails e reuniões e ter pouco tempo para a execução, o detalhe aqui é que as pessoas não sabem contabilizar a energia que é jogada fora todos os dias. Exemplos?

1. Você fica preocupado com o quanto o outro ganha, ou seja, salário?

2. Você fica analisando quem é protegido do chefe ou não?

3. Você fica criticando que o outro sabe nada e tem tudo?

4. Você fica pensando como passar na frente de todos?

5. Você faz questão de ficar difamando quem você não gosta ou teve desentendimento?

Como esses, temos vários outros exemplos. Se você respondeu não para todas as perguntas, você é um E.T..
A cada segundo que a gente se abre para essas coisas, estamos jogando fora pelo menos mais 3 segundos. Esses assuntos nos contaminam, nos geram raiva, magoa, chateação, além de outros sentimentos negativos. O pior, depois ficamos lembrando, não somente na hora do trabalho, mas no momento do descanso. Vira uma bola de neve e quando damos por si... estamos totalmente contaminados e contaminando os mais próximos. A perda de energia começa a ser exponencial.
se, em vez de gastarmos essa energia de forma desnecessária e muitas vezes destrutivas, dedicássemos a execução, ao estudo e a incentivar o trabalho do próximo, teríamos um ambiente mais rico, não precisaríamos trabalhar fora do horário, teríamos toda a flexibilidade do mundo para sair de férias e o melhor clima de trabalho.
A perda de energia por ações negativas é a pior para se recuperar. O ser humano tem tendências depressivas. É mais fácil ficar triste ou bravo do que ficar feliz.
Falamos em organizar o nosso tempo para produzirmos mais, mas nunca falamos em organizar a nossa energia ao longo do dia. Um meio? Foque no seu crescimento, não questione a do próximo.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

A História das Coisas

Para quem não viu ainda, esse vídeo é muito interessante para termos noção do nosso consumismo e o impacto ambiental que ele está associado. Um pouco exagerado, na minha opinião, mas imagine o que será do mundo com apenas 50% do volume de lixo gerado.
Boa diversão!
http://www.youtube.com/watch?v=3c88_Z0FF4k

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A Vida como uma Receita Inventada

Quem não tem conhecimento refinado em culinária mais gosta de se arriscar na cozinha entenderá esse texto.

Quando resolvo cozinhar, nunca olho a receita. Muitas vezes estou no supermercado e imagino o que gostaria de cozinhar. Sem receita, como escolher os ingredientes? Com a mente liberta de preconceitos começo a imaginar o que combina com o que, qual o melhor tempero, o melhor complemento, apenas relacionando o cheiro, a visual e a textura, algumas vezes arrisco o sabor.
Essa mistura virtual é realizada pela experiência e vivência que eu tive, o conhecimento e o aprendizado talvez sejam os ingredientes principais.
Se for peixe, se é frango, se é carne de boi ou outra carne exótica, que seja um prato vegetariano, legumes, cogumelos, qualquer coisa, independe, quando selecionamos o ingrediente principal, adaptamos tudo a ele para sair perfeito o prato sonhado ou imaginado.
Pois é, é assim que vejo as pessoas do meu relacionamento, seja do trabalho, seja da aula de inglês, seja de qualquer lugar, cada uma é, de forma comparativa, o ingrediente principal de um prato que deverá ser tratado de forma impar, interpretada e valorizada de acordo com o seu perfil. Não estou dizendo que temos que bajular cada um, uma receita perfeita pode chegar a ótimos resultados com temperos diferentes. A história é entender e respeitar as diferenças e tratar o próximo com um mínimo de respeito ao perfil, assim você tira o melhor do próximo.
Muitos devem achar que não vale a pena, porque não vale a pena fazer se o próximo não tenta fazer o mesmo. Sei o que isso representa, várias vezes ao ano penso jogar tudo para o alto, mas o meu desejo de tratar bem as pessoas e tirar o melhor delas não permite essa ação. O maior problema é que sempre que pensamos que o próximo não faz ou não fará, estamos atrasando a evolução para um ambiente melhor de se viver.
Em outro texto comento sobre a falta de gentileza. As pessoas se dão ao luxo de tratar mal porque são tratadas mal, são capazes de tratar mal porque não entendem e não se colocam na posição do outro, não aprendem a lidar com cada tipo de perfil, esquecem que não deveriam fazer ao próximo o que não gostariam que fizessem com elas. Tudo começa de um ponto, dê o pontapé inicial!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Os Quatro Lados da Verdade por Laryssa Miranda

Dizem que tudo na vida tem dois lados, mas descobri que tem ao menos quatro. Não existe verdade verdadeira, existe a sua verdade, a minha verdade, a realidade onde vivemos e as leis que nos regem. Existe um modelo de lógica simples muito utilizado no direito. Faz a gente sair da nossa verdade verdadeira para outras verdades existentes. Veja a figura abaixo sobre o Quadrado Lógico:
O quadrado lógico é representado pelas vértices:
A - universal afirmativa (Todo homem é mortal)
E - universal negativa (Nenhum homem é mortal)
I - particular afirmativa (Algum homem é mortal)
O - particular negativa (Algum homem não é mortal)  
As vértices desse quadrado estão logicamente relacionados, permitindo 4 tipos de análises lógicas (Wikipedia):

  • Proposição 'A', a afirmação universal ("universalis affirmativa"), cuja forma em latim é "omne S est P", normalmente traduzido como "todo S é P".
  • Proposição 'E', a negação universal ("universalis negativa"), cuja forma em latim é "nullum S est P", normalmente traduzido como "nenhum S é P".
  • Proposição 'I', a afirmação particular ("particularis affirmativa"), cuja forma em latim é "quoddam S est P", normalmente traduzido como "algum S é P".
  • Proposição 'O', a negação particular ("particularis negativa"), cuja forma em latim é "quoddam S não est P", normalmente traduzido como "algum S não é P".



Um exemplo seria a análise da seguinte frase: "Todo homem cabeludo que anda de moto é deliquente"
Primeira Premissa: Todo homem cabeludo que anda de moto é delinquente.
Segunda Premissa: O diretor de recursos humanos de uma major anda de moto..
Conclusão: O diretor é delinquente? Não se pode universalizar um caso particular, sendo falacioso, porque nesse caso específico, gera preconceito.
Nos contra argumentos percebemos que a nossa verdade pode ser falsa, como mostra o exemplo, onde o diretor não é delinquente, e sim uma pessoa culta e de muito respeito. Podemos estar nos baseando em premissas sem lógica, sem fundamento, gerando falsas conclusões a todo o momento. 
Esse exercício pode ser realizado de forma concreta com um pedaço de papel e lápis ou mesmo mentalmente e poderá ajudar a quebrar modelos mentais e paradigmas se exercitado. Aprender ver a verdade em pelo menos nesses quatro lado aumentará a nossa percepção do mundo, tanto pessoal quanto profissional, gerando um mundo melhor para nós mesmos, sem se iludir com as falsas premissas que nos guiam. O mundo ficará melhor compreendido, aprenderemos a lidar melhor com os nossos problemas e com as diversas personalidades e culturas que nos rodeiam. Pense nisso!

sábado, 16 de outubro de 2010

Você possui direitos

Os danos morais são aqueles que acabam por abalar a honra, a boa-fé subjetiva ou a dignidade das pessoas físicas ou jurídicas. 
Em países desenvolvidos o direito é garantido se provado o dano moral.
 
No Brasil, a história é outra. Processar por danos morais virou uma indústria gerada por oportunos que desejam ganhar um dinheiro a mais. Isso não deveria invalidar os verdadeiros casos de dano moral, mas infelizmente é o que está ocorrendo. 
Não conseguir ver o seu direito valer e ser descriminado por acreditar no serviço prestado, que muitas vezes nos coloca em situações abomináveis, está virando uma prática. Provas e argumentos estão perdendo valor. 
A perda da credibilidade na justiça aplicada a esses casos fazem que sejamos tratados cada vez pior pelos prestadores de serviços e estamos tendo acesso a produtos com qualidade questionável. Oferecer um serviço e não cumprir, deixando você, em algumas situações, em perigo e/ou pânico ou mesmo aborrecido (pense você sozinho com seu cartão de crédito do banco infalível em um país árabe com o sistema ficando off line a todo o momento, não permitindo saques ou pagamentos, por exemplo) e ser considerado ingênuo porque levou apenas um cartão de um banco, porque não testou, porque não olhou, porque não perguntou e milhares de porquês, tira cada vez mais o compromisso das empresas em qualidade de serviço ou produto. 
Nós, brasileiros, temos que aprender a lutar mais pelos nossos direitos e não podemos deixar ser enganados por desconhecê-los. Pagamos caro para ter educação, para ter acesso a qualquer serviço ou produto, mais caro que grande parte do mundo. Ninguém está fazendo um favor para nós, nós vivemos em sociedade, os dois lados se ajudam, sem um... sem o outro. Quero comprar, mas preciso de alguém que venda. 
Não é para sair processando, mas sim, conscientizando. Leia a CLT, leia o direito do consumidor, leia o que for aplicado a você, se informe, você verá que possui mais direitos do que você imagina. Ajude a mudar o nosso ambiente, que o certo seja aplicado, que nosso sonho não seja perdido por pessoas de má fé. Faça o seu direito valer! Respeito, você merece!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A inspiração é fruto da observação por Laryssa Miranda

O que é Inspirar? O que é Observar?
Inspirar é fazer nascer o entusiasmo criador, nascer a idéia criativa ou mesmo utilizar algo ou alguém como modelo.
Observar é olhar com atenção, reparar em, notar, é examinar, analisar e verificar, cumprir e respeitar.
A observação é ferramenta da inspiração. É muito difícil desconectarmos de nós mesmos, das nossas vivências e conhecimento. Além disso, inovar, fazer diferente, na maioria das vezes não é criar algo que não existe no mundo, é usar o que existe ou juntar coisas que existem em uma única. Esse poder de perceber melhorias usando a percepção é inspirar em cima da observação.
Muitas vezes os empregados ficam cegos a essas inspirações porque estão viciados aos modelos mentais das empresas ou da indústria. Frases como “Sempre funcionou assim”; “É assim que trabalhamos” ou “Todos fazem assim” são assassinas da inspiração. Se sempre funcionou assim fosse o correto nenhuma indústria teria evoluído, pois ela não evolui somente em novos produtos, mas em processo, gestão e mercado. Imagina se o primeiro carro comercial desenvolvido pela Ford, Model T, no início do século passado fosse ainda o produzido hoje. A linha de produção era pura inovação na época, pois permitiu a fabricação de um carro em escala industrial, reduzindo os custos e atingindo uma massa maior de consumidores. Era um carro elétrico, sustentável, em parte, mas era apenas de um modelo e cor. A população mundial era de 1,834 bilhão de habitantes, contra os 7 bilhões que deverá chegar em 2010. O processo podia ser eficiente no passado, mas com certeza não o seria agora. Estava funcionando bem, mas não funciona mais. Uma nova onda é a sustentabilidade, isso implica que vários processos atuais que funcionam bem não irão funcionar no médio e longo prazo. O produto poderá até ser o mesmo, mas a gestão do processo não será mais somente de como chegar até ele, mas irá considerar também o depois dele.
Na década de 90 do século passado recebi o desafio de caracterizar a mineralogia de um rejeito com 4ppm de um elemento especifico. Foi considerado quase impossível. Utilizei o conceito sobre dinâmica de rio para conseguir concentrar esse material e a caracterização foi um sucesso. Esse método passou a ser utilizado para concentrar qualquer minério com baixíssimo teor e de alta densidade, tal como o ouro. É a observação da natureza tornando uma inspiração para um processo laboratorial.
Outro ótimo exemplo é a energia mimética que tenta simular mecanismos dos seres vivos que fazem uso de forças físicas para um menor consumo energético, tais como os gradientes de concentração (www.agendasustentavel.com.br).
A inspiração é uma arte traduzida de conhecimentos diversos. Pense nisso e veja o quanto você tem estimulado ou está preparado para deixar a inspiração fluir, mais ainda, o quanto você acredita na sua inspiração e tem coragem de colocá-la em prática.

sábado, 2 de outubro de 2010

HOJE por Laryssa Miranda

Esse texto será diferente, irei escrever em primeira pessoa para argumentar com exemplos reais e, quem sabe, atingir o meu leitor com o maravilhoso aprendizado que percebi hoje.
A minha vida sempre foi maravilhosa, principalmente quando a alegria toma o meu ser. Invejável? Acredito que não, pois vivi muitas experiências negativas, como a saúde do meu pai, a perda de amigo, colegas de trabalho que não se focam no crescimento próprio e tenta te bombardear de energia e atos ruins, entre outros. Independente dos momentos ruins, eu aprendi muito com eles e, acreditem se quiser, era para crescer que eles ocorreram. Um bom exemplo foi quando perdi uma grande amiga por motivos ainda misteriosos. Na época achava muito estranho e até sofri, mas hoje percebo que a minha vida voou, alcançou ares jamais imaginados. Essa pessoa estava me travando, não por maldade, mas porque o nosso relacionamento já não me permitia crescer. Nessa época eu mudei de emprego, pois ela era a minha gestora e ela não conseguia separar as coisas e acabava-me “boicotando”. Na realidade, isso era um movimento da vida para sair, mudar, crescer e “bater asas”!
Acredito mesmo que tudo tem seu lado positivo, basta procurar e, ao achar, você poderá curar do mal que nos atinge quando algo ocorre fora do planejado.
Estava no cinema assistindo “Comer, Rezar e Amar” quando caiu uma ficha sobre que o mundo é como você o vê e como você o trata.
Estou passando por um momento onde a ansiedade e a insegurança batem a porta, momento esse de mudança, onde mudei o meu humor. O mais incrível é que passei por grandes mudanças 4 vezes durante oito anos e agora seria a quinta vez, mas parece que, em parte, esqueci que adoro mudanças, que amo o novo, que gosto de começar do zero. Com essa falta de memória minha, deixei alguns sentimentos tomarem conta do meu ser.
Quando saímos do nosso eixo e mudamos o humor começamos a tratar o mundo com menos paciência, tendemos a ser mal educados e a responder de forma mais ríspida e isso só gera mais rispidez, pois o outro irá responder a altura porque é isso que estamos tirando do próximo, o que ele tem de ruim. Parece bobagem, mas estamos no fio da navalha a todo o momento, existem armadilhas para todos os lados que estão prestes a nos abocanhar. Todos irão concordar comigo, é mais fácil ser triste do que ser alegre, é mais fácil ser mal educado que gentil, é mais fácil roubar do que suar para ganhar o dinheiro honesto.... apesar disso, podemos ter um mundo melhor para nós pensando como a gente interfere no outro analisando como nos sentiríamos se fosse com a gente. Porque para passar na frente de um carro no trânsito preciso mostrar o polegar? Porque a seta não funciona? Quantas vezes você deu seta e não deram passagem a você e isso te irritou? Quantas vezes você fez o mesmo com o outro? Perguntas como essa deveríamos fazer a todo o momento. Não faça ao outro o que não gostaria que fizessem com você. Não importa o quanto batido é, importa o quanto você quer ser feliz e o quanto você quer ter uma vida agradável.
Faça uma experiência, pegue um dia seu feliz e perceba como passará o dia. Felicidade na alma e mente. Depois me conte aqui.

domingo, 26 de setembro de 2010

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Cadê a Gentileza?

Essa é uma pergunta que está ficando sem resposta. Onde esta a gentileza no trabalho, no relacionamento, na família, no atendimento...? Parece que sumiu, que as pessoas esqueceram, deixaram para trás, não vêem, talvez, mais sentido em ser gentil.
No trabalho, a gentileza esta cada vez mais ficando no passado. O mais incrível é que toda a literatura mostra que trabalho individual está cada vez mais perdendo importância, e isso faz todo o sentido. Você sabia que os 10 empregos que mais oferecerão vagas em 2010 não existiam em 2004? Que vivemos em um mundo de crescimento exponencial com, por exemplo, 31 bilhões de buscas no google por mês, sendo que em 2006 o número era de 2,6 bilhões? Imagine, há 10 anos atrás, quem respondia a essas perguntas? Que hoje existem 5X mais palavras em inglês em relação ao tempo de Shakespeare? Bem, acho que são evidências que o conhecimento não é mais para um e sim para um grupo de pessoas. E a gentileza? Fator primordial para o relacionamento, para aproximar as pessoas. Deveria ser a ferramenta número 1 de todos os profissionais, mas não é o que está acontecendo. De forma lenta e gradativa, vemos a gentileza escoar pelos dedos, formando um ambiente hostil, onde as vaidades estão a flor da pele, o medo de perder o poder, ter o ego destruído faz com que as pessoas não se ajudem o quanto é preciso. Se é melhor ou pior que no passado, isso não importa, porque o passado, no ritmo acelerado do mundo, é ontem, é uma hora atrás, não século passado.
Quem não teve um péssimo atendimento nessa semana em uma loja ou bar? Quem não ficou chateado por ações ilógicas de motoristas de trânsito? Quem não viu um motorista parar 30 metros do sinal para ficar na sombra sem se preocupar com a situação do trânsito atrás?
Reflita o quanto vocês estão sendo gentis, o quanto vocês estão se preparando para o futuro que é no amanhã. Reflitam sobre o quanto vocês podem melhorar a vida de vocês e do próximo por ser um pouco mais gentil. Reflitam sobre como será mais produtivo o ambiente de trabalho se vocês forem um pouco mais gentis.

sábado, 4 de setembro de 2010

Você Sonha? Laryssa Miranda

Sonhar por sonhar pode não fazer diferença sem atitude, mas o ato de sonhar permite alavancar a vida, seja no lado pessoal, seja no lado profissional.
O sonho dá energia, traz esperança, traz planejamento, traz tudo que você desejar, traz se você for atrás dele ou em busca dele.
Como trilhar o caminho do seu sonho? O mais difícil é saber onde quer chegar e ter certeza que esse realmente é o sonho perfeito. Tendo isso em mãos, ou melhor, em mente, agora é só traçar o seu caminho.
Pegue um papel e coloque no topo da folha o seu objetivo. Crie agora, no mínimo, três linhas de tempo chegando nele, a primeira representando o seu desenvolvimento técnico, o segundo o estratégico e, por fim, o terceiro com o seu desenvolvimento pessoal. Na base do papel comece com os primeiros aprendizados, ações ou treinamentos. Passe uma linha tracejada que represente o hoje. Veja a experiência adquirida antes dessa linha e construa, para o futuro, o caminho nas três trilhas sobre o que é preciso realizar para atingir o seu sonho/meta que está no topo (figura).


O mais importante é ser realista em relação aos próximos passos. Não adianta colocar um MBA em negócios na Imperial College London no próximo ano se você tem o básico em inglês. Nesse caso é necessário colocar um período longo, de no mínimo dois anos, para conseguir ter maior habilidade com o idioma e, após isso, o MBA.
Essas trilhas não precisam ser fixas para o futuro, muito menos o sonho. O aprendizado, o conhecimento adquirido, a vivência e a prática podem modificar o direcionamento da vida idealizado em outro momento. O aprendizado faz a gente mudar a percepção que temos da vida e faz gerar outros sonhos e para cada sonho você pode trilhar os caminhos para chegar a ele.
Sonhar em ganhar a loteria acumulada sem jogar não irá ganhar. Não faça isso com os seus sonhos. Construa a sua vida para atingir. Tudo é possível. Já ouviu falar do Office-boy que virou presidente? Não é preciso dizer mais nada, correto?

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Livre para Decidir

Todo individuo é livre para decidir o caminho que quer trilhar na vida profissional. Tudo é uma questão de escolha, de definir os trade-off que a vida apresenta ou que corrermos atrás, é o quanto o individuo tem atitude para mudar, para arriscar e para aceitar.

É livre para ficar como 10 anos como Junior na empresa, é livre para decidir em ficar em um emprego que não respeite ou valorize o seu trabalho, é livre para reclamar, é livre para sorrir, livre para fazer o que quiser fazer.
Ficar parado na vida profissional não é um problema, é um risco se mal posicionado. É uma via de escolha. Pedir demissão de uma empresa que permite estabilidade para entrar em outra com uma única certeza, o nome dela, é uma opção também.
Hoje existe uma cobrança que o profissional tem que ser isso ou aquilo, mas tem espaço para todos. O único problema é a escolha de ser um tipo de profissional e a atitude ser outra, é como se estivesse no lugar errado na hora errada. Ambição sem paixão destrói carreiras, a sua e das pessoas que estão próximas a você. Para definir metas pessoais e criar desejos nós temos que nos preparar e, principalmente, nos conhecer. Desejar ser o presidente mas tem preguiça de gente não lhe trará felicidade e resultará perdas para a empresa. Chegar, chega, mas não se mantêm, não na sociedade de hoje.
Sonhe, mas sonhe todos os dias. Siga a sua intuição ou aprenda a segui-la. Conheça os seus limites e trabalhe para quebrar as barreiras, caso seja um impeditivo para atingir seus objetivos.
Sonhe com o coração, sonhe em conjunto, sonhe em separado. Ninguém cresce hoje sozinho. A velocidade que está crescendo a informação e o conhecimento disponível é tão grande que ter acesso ao conhecimento necessário para a execução das tarefas é impossível, é preciso identificar parceiros. Não é ter conhecimento somente, é saber usar o conhecimento, seja seu, seja a dos seus parceiros.
A velocidade é tal que mal nasceu a geração Y e já tem a geração Z. A geração X sobreviveu mais de uma década, a dos baby boomers mais ainda.
Se você decidiu ficar em uma posição mais tranqüila, isso não te denigre e nem deveria, mas apenas reconheça que essa foi a sua escolha. Caso tenha decidido crescer, se transformar em um ser mutante, que se transforma a cada momento devido as mudanças e geração de conhecimento, lembre-se, não é um caminho fácil. No mundo de hoje, vemos a todo o momento que a vida é um ciclo que as empresas e as pessoas entram e saem das nossas vidas a todo o momento. Trabalhe em equipe, esse será o caminho mais saudável e com maior garantia de sucesso.
Não siga um modelo por modismo, nem fique desesperado se você não faz parte da geração A, B ou C. O mais importante é saber o que é realmente bom para você mesmo e trilhar sua vida nessa direção.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Será que faltam líderes?

Vários textos têm comentado sobre a falta de líderes, sobre como identificar e qual o perfil do líder para a geração Y e outros.

Será que faltam lideres no mercado? Ou será que nós não oS identificamos?
Muitos gestores ainda são definidos baseados na confiança técnica, mas um bom técnico não necessariamente é um líder. Nesses casos, a empresa acaba perdendo um ótimo técnico.
O líder é a pessoa que consegue tirar o melhor da equipe, este não necessariamente será um destaque técnico, mas conseguirá agregar valor devido a comunicação, a capacidade de interagir e compartilhar conhecimento. Muitas vezes funciona como um elo na equipe.
Para esses lideres se destacarem e para se tornar possível a sua identificação, as empresas precisam investir realmente na carreira Y. É preciso também quebrar o modelo mental dos profissionais que acreditam ainda que para se sentirem reconhecidos precisam virar gestores. O mais interessante é que a geração Y, conforme descrito por vários autores, são pessoas que querem ser ouvidas, querem oportunidade, qualidade de vida e outros, mas quando entram na empresa, desejam se tornar gestores, como ser gestor fosse sinal de liberdade e tranqüilidade. Essa nova geração vem com o mesmo modelo das outras gerações.
Existe apenas uma área que pode mudar essa cultura, a área de recursos humanos (RH). O RH precisa criar programas para orientar e educar os profissionais, criar planos de carreira bem estruturados, com vantagens similares ao que optarem seguir a trilha técnica.
Para mostrar o descompasso, os gerentes possuem benefícios diferenciados, mas os que seguem o outro braço do Y não o possuem. Outro ponto é que o paralelismo da carreira em Y morre até o primeiro nível gerencial. Existem exceções, mas as exceções deveriam ser ao contrário. Como realmente estimular esse profissional técnico?
Não adianta se preocupar, é preciso apenas ter atitude. Errar é humano, batido ou não, é a pura verdade. É preciso arriscar.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O que é Segurança da Informação? por Laryssa Miranda e Henrique Haas

Estudos estatísticos mostram que a perda de informação por invasão de hacker, cópias indevidas de material da empresa e espionagem não são as principais causas da vazamento de conhecimento. O principal disseminador dos dados e informações para o público externo é o próprio funcionário em conversas formais e informais. O usuário é o elo mais fraco quando se trata de segurança da informação e quando não orientado pode disseminar informações sem conhecer ou entender o impacto na competitividade do negócio.
Não adianta investir esforços somente em proteção de TI. Para variar, é preciso criar cultura sobre o assunto e a única forma de realizar isso é difundir os conceitos, o valor de cada informação e criar uma política clara com deveres e direitos de cada colaborador. Criar regras e procedimentos para o uso das ferramentas tecnológicas disponibilizadas pela empresa também ajuda a conscientizar o funcionário e a minimizar perdas por acesso indevido, principalmente quando existem implantados sistemas seguros, que garantem a integridade dos dados e informações alem de permitir diferentes perfis de acesso.
A política tem que estar alinhada com o negócio da empresa, caso contrário, se torna um entrave para o seu próprio desenvolvimento e de seus funcionários, além de gerar uma falsa sensação de segurança. O ponto de equilíbrio para a sua empresa sobre o quanto deve controlar e quanto deve abrir as informações depende do negócio e da indústria onde está inserida. Não existe um padrão, uma receita de bolo onde todos podem seguir. A empresa que copia modelos corre o risco imenso de perder competitividade por disseminação da informação confidencial.
É preciso prestar atenção na forma de elaborar e introduzir a política de segurança da informação e das normas nela inseridas afim de não gerar certa alienação nos colaboradores, criando insegurança e medo. Esta política pode barrar não só o que é indevido, mas também a informação que poderia ser útil a própria organização. Em parte, abrir a empresa em certos momentos é importante para captar informações externas. Encontrar o ponto saudável é essencial e para isso é preciso conhecer bem a cultura onde está inserida a empresa, entender seus stakeholders. Não se deve criar procedimentos sem respeitar e conhecer as crenças e hábitos locais. Quando se conhece o ambiente fica possível identificar a melhor forma de fazer os empregados absorverem os conceitos e entenderem o cenário.
Apesar das empresas saberem disso, ainda não existe um trabalho sistemático sobre o assunto. Caso você tenha um filho, é melhor colocar a cerca para ele não ir para próximo a piscina ou ensiná-lo a nadar para sobreviver em qualquer piscina? Esse é o papel da política clara e objetiva, ensinar a todos sobre como proceder nas “n” situações em que poderá vivenciar, para no mínimo quando tiver uma dúvida, saber a quem procurar.
Todo empregado precisa também se interessar pelo assunto e não ficar limitado somente a política. Ele precisa saber as conseqüências do mau uso dos dados, informações, conhecimentos e ferramentas que a empresa disponibiliza. Um e-mail cedido pela empresa é de responsabilidade da mesma. O envio de mensagens não alinhadas às políticas legais, éticas e morais ou o uso de software não regularizado expõem a empresa que irá se tornar responsável pelos danos causados, e a mesma poderá processar o empregado por tais danos. O contrário também é verdadeiro.
É correto o uso de ferramentas que possibilitem a empresa rastrear 100% das atividades do empregado a partir de sua infra estrutura, como o controle e monitoramento da rede, que gera relatórios completos do perfil de acesso a internet, conversas através de comunicadores internos e externos, correio eletrônico e inclusive os circuitos internos de TV as vezes dispostos até em banheiros? As empresas que utilizam dessas ferramentas tem todos os dados e informações registrados ao longo da vida do funcionário na empresa. Será que as pessoas que acessam a essas informações são pessoas bem instruídas para analisá-las? A imagem e a reputação de uma pessoa pode ser devassada quando em mãos incorretas.
Por outro lado, é impossível travar o conhecimento adquirido pelo funcionário durante seu período na empresa, colocar um cadeado para que não saia da cabeça dele (figura). Certos conhecimentos não podem ser disponibilizados principalmente quando o empregado se desliga da empresa. Isso é questão de ética. Muitos ainda confundem informação e ou aprendizado com conhecimento. A falta de uma política clara de segurança da informação na empresa, permitem perdas nesse sentido. O contrato de trabalho deveria prever uma cláusula para o caso de desligamento, mencionando um período após a saída onde o empregado não poderá divulgar qualquer informação da empresa. Existem casos de funcionários que se desligaram de uma empresa e levaram idéias e projetos inteiros para a outra afetando competitividade da anterior.


O limite das ações não é claro. É preciso dar início a um processo, criar a primeira política e adequá-la sempre que necessário, com revisão no mínimo anual. Monitorar ações no dia a dia do colaborador para identificar a eficiência e as falhas existentes. Todos nós somos responsáveis, a empresa e todos os colaboradores nela inseridos. O pior discurso é o “eu não sabia”. Mude de atitude!

domingo, 8 de agosto de 2010

Gestão da Inovação, do Conhecimento e Informação

Ainda existem muitas dúvidas sobre a área de atuação das Gestões de Inovação, Conhecimento e Informação. É importante que todos os profissionais conheçam e utilizem os conceitos de forma correta para não permitir perdas ou aumento da carga de trabalho da equipe envolvida devido a não compreensão sobre o tema de trabalho.
É possível fazer Gestão da Inovação sem Gestão do Conhecimento, mas se quisermos alavancar os processos, otimizar os recursos e maximizar os resultados, é importante implantar a Gestão do Conhecimento. O mesmo se aplica em relação à Gestão da Informação, pois, sem ela, a Gestão do Conhecimento fica limitada/restrita (figura).

Antes de entrar no assunto, é importante ficar claro que dados organizados geram informação e a análise da informação gera conhecimento (figura).

A comunicação, juntamente com a tecnologia da informação, permite acelerar o desenvolvimento de novas formas de geração, tratamento e distribuição dos dados e informações. Os dados, a informação, a inovação e a implementação de uma nova cultura traz vantagens competitivas sustentáveis nos tempos atuais.

A Gestão da Informação (GI) e sua inserção na estratégia da empresa é um fator chave na criação de valor e competitividade para a mesma. Cautela e Polioni (1982): "A informação é considerada como o ingrediente básico do qual dependem os processos de decisão".
Segundo Wilson (1989), a gestão da informação é entendida como a gestão eficaz de todos os recursos de informação relevantes para a organização, tanto de recursos gerados internamente como os produzidos externamente e utilizando, sempre que necessário, à tecnologia de informação.
A GI está relacionada diretamente com a área da Tecnologia da Informação (TI), mas sem uma padronização das atividades, processos e criação de normativos para os dados estruturados ou não, fica difícil ter uma gestão eficiente e qualquer ferramenta implantada pode não ser utilizada pela equipe. É preciso criar procedimentos claros para definir responsabilidades e os modelos de documentos. Dados são ativos das empresas e como tal devem ser tratados. A GI difere da TI porque conhece bem a área de negócios permitindo o uso eficiente dos recursos tecnológicos, faz prospecção/monitoramento, filtragem e obtenção de dados e informações, dissemina a informação ao público interessado e elabora produtos e serviços informacionais diversificados.
A Gestão do Conhecimento (GC) é uma linha desenvolvida no início da década de oitenta e, apesar disso, ainda não está presente em todas as empresas. Segundo Tom Davenport: “Coleção de processos que governa a criação, disseminação e utilização do conhecimento para atingir plenamente os objetivos da organização."
Ela é a união da GI, com o conhecimento explicito, e o conhecimento tácito existente na empresa, parceiros e mercado. Trabalha essencialmente com os fluxos informais e visa desenvolver nas pessoas um comportamento voltado ao compartilhamento e socialização do conhecimento para a construção de novos conhecimentos no ambiente organizacional. Ferramentas como redes sociais internas agregam no uso do conhecimento existente na empresa, como também o processo de transferência de conhecimento de empregados chaves na estrutura, principalmente os que irão se aposentar, entre outros. Segundo Capra “O poder da rede advém da sua propriedade de multiplicação inerente ao processo de fazer conexões. Quanto mais conexões existir na rede, mais densa ela será”. O desenvolvimento de uma rede favorece o intercâmbio de informação e conhecimento, alavancando os ganhos para a empresa, criando processos e métodos que transformam o conhecimento tácito em conhecimento explícito.
Antes da decisão dos métodos que serão utilizados, é necessário realizar um mapeamento das competências chaves aplicadas ao negócio e os processos inerentes a organização.
A inteligência competitiva, ferramenta importante para a competitividade da empresa, é dependente da GC. Não adianta olhar para fora se não conseguimos ver por dentro da instituição que trabalhamos. O retorno de um projeto e programa de GC bem desenvolvido e apoiado dentro da empresa traz vantagens competitivas e decisões mais precisas e rápidas, reduzindo os riscos de uma decisão errada ou incoerente. Segundo Stephen Storm “90% de tudo que nós precisamos saber é provável que alguém já saiba na companhia” e isso somente é possível através da GE.
Vale ressaltar que independente da área responsável, as áreas de TI e de Recursos Humanos precisam ser envolvidos.
O decreto 5.796/06 da lei federal 11.124/05 define a inovação como a “Concepção de novo produto ou processo de fabricação, bem como a agregação de novas funcionalidades ou características ao produto ou processo que implique melhorias incrementais e efetivo ganho de qualidade ou produtividade, resultando maior competitividade no mercado.”
A Gestão da Inovação engloba a GE e a GI, dessa forma, ela pode ser caracterizada como a economia baseada no conhecimento. É também responsável pelo monitoramento de tecnologias, desenvolvimento de projetos que trarão melhorias ao processo existente ou de novos processos e a gestão dos mesmos, gestão de patentes, busca de parceria entre outros. Apesar de ser possível realizar inovação sem GE, ela é totalmente dependente do conhecimento e da informação prontamente disponível. Os riscos de não-sucesso envolvidos nos processos e projetos de inovação são altos e quanto mais conhecimento for utilizado será possível definir e priorizar atividades presentes no portfólio de forma a reduzir eventual perda por uso de recursos de forma indevida e planejamento estratégico não alinhado com as tendências de mercado. A Gestão da Inovação deve incluir a Propriedade Intelectual (PI), muitas vezes esquecida pelas empresas. A PI não é a única via de uma invenção, mas, independente, a falta de conhecimento gera perdas, como o arquivamento de patentes* ou divulgação externa de conhecimento estratégico (ex.: Segredo Industrial). É preciso um trabalho forte de divulgação e conscientização dos empregados ao tema, além de uma gestão centralizada. Os dados do INPI mostram que o número de patentes arquivadas vem crescendo (figura). Isso traz perdas não somente para as empresas, mas também para o país, implicando em perda de competitividade e desestímulo das empresas que investiram em inovação e não podem mais gerar receitas com a invenção, resultado direto da falta de uma gestão clara nas empresas e universidades. Esse gráfico representa a perda do conhecimento por falta de gestão.

O mais importante é que esses três temas não devem ser encarados como um simples modismo. Todas as empresas que desejam sobreviver ao mercado, mantendo competitividade, precisam registrar o que é gerado de dado e informação e permitindo um ambiente de troca de conhecimento onde os empregados terão oportunidade de pensar “Sem a Caixa”, podendo inovar e alavancar os ganhos.

*Uma patente é um direito de propriedade sobre uma invenção, concedido por departamentos nacionais de patentes. Uma patente dá a seu detentor um monopólio (de duração limitada) sobre a exploração da invenção patenteada como contrapartida da divulgação (com o que se pretende permitir uma utilização social mais ampla da descoberta).

O Valor do Saber Aprender

Qual é o valor do aprendizado? O valor existe para quem consegue identificar o aprendizado em tudo que é realizado e executado. O valor existe para quem consegue captar e reproduzir o aprendizado. Os profissionais precisam aprender a aprender.

Tudo que é realizado gera aprendizado, menos ou mais, não importa, o ponto está em como perceber e agregar valor a esse processo.
O que limita o aprendizado é a discriminação que o profissional tem em relação às atividades, hierarquizando o trabalho.
O melhor analista é aquele que aprendeu a levantar dados, o melhor pesquisador é aquele que trabalhou no campo, no “chão de fábrica”, e o melhor profissional é aquele que coloca a “mão na massa”. Quem pula etapas de aprendizagem irá sentir impactos em toda a carreira.
Realizado com respeito e ética, onde a dedicação está sempre presente, com busca de parceiros e bom relacionamento, não existe trabalho que denigre o profissional. Muitas vezes são modelos mentais criados pelo próprio profissional.
Quando uma carreira é iniciada, o choque é grande, principalmente quando existem profissionais seniores presentes no ambiente. Se o jovem profissional se baseia nos seniores, pode ocorrer frustração, porque o mais importante é esquecido, esses profissionais estão hoje onde estão porque no passado construíram uma base sólida executando todas as atividades sem priorizar ou hierarquizar. Não existe quem está por baixo e quem está por cima, essa referência é criada por nós mesmos.
O bom profissional é aquele que vê oportunidade de aprendizado em tudo que ele executa, é aquele que se doa, é aquele que se coloca disponível, pois, dessa forma, ele estará sempre em meio aos mais experientes, gerando mais aprendizado. Esse ponto é importante, muitos dizem que o aprendizado vem com a experiência própria. Essa afirmação é outro modelo viciado disseminado de forma indiscriminada. É possível sim aprender por observação, incluindo a geração de conhecimento comportamental.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Qual é o limite da Inovação?

Qual é o limite da inovação? Existem indústrias que estão praticamente estagnadas e outras que geram centenas de inovações por ano. Quem está certo? Não existe certo ou errado. Cada indústria, cada segmento tem uma necessidade de inovar.
Podemos ter duas certezas, a empresa que tem zero de inovação está fadada a morrer e, no extremo oposto, empresas que inovam além do necessário, estão desperdiçando dinheiro ou mesmo interferindo na sustentabilidade da humanidade, induzindo ao consumo desnecessário. Como cidadãos nós temos que nos conscientizar na questão do consumo, mas isso não deve inocentar as empresas. Essa inovação abusiva está presente no nosso dia a dia. Vemos várias propagandas sobre novos modelos de escova de dente, mas quantos realmente esses novos modelos são melhores do que os outros desenvolvidos anteriormente? Não é claro para nós a eficiência de cada produto e podemos estar consumindo uma falsa inovação, de forma similar das empresas que fazem falsa propaganda para se mostrar sustentáveis. Um bom exemplo é a empresa que coloca no seu rótulo que o produto não contém CFC. O CFC é proibido no país, então todos os produtos não podem conter essa substância. É necessário sermos mais eficientes nas normas, legislações e fiscalizações, é necessário também que a população se conscientize cada vez mais sobre as suas ações e os impactos que são gerados.
A competitividade é saudável, o consumo também, mas se exagerarmos hoje, no amanhã talvez não tenhamos diversidade nas prateleiras, não teremos muitas opções de escolha. Apoio a inovação que permite a sustentabilidade e a perpetuidade da vida com qualidade.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O texto abaixo "Competir? Até Quanto?" representa o primeiro texto que escrevo em parceria. Nilce Alves é uma parceira minha de trabalho de anos e nada melhor que começar a escrever em conjunto falando sobre competição e trabalho em equipe. Espero que gostem. Nilce, obrigada pela parceria!

Competir? Até Quanto? por Laryssa Miranda e Nilce Alves

Sabemos que o número de vagas disponíveis na cidade de São Paulo é semelhante ao número de desempregados. O que falta é pessoas preparadas para assumir essas posições. 
Porque existe então competição? Porque limitamos o nosso mundo ao meio que estamos inseridos, a gerência que fazemos parte, com isso, ficamos cegos e achamos que a nossa posição está sempre em risco. Nem sempre somos o que realmente parece quando estamos no nosso ambiente de trabalho, porque as pessoas irão dar o melhor de si apenas se o ambiente permitir. Se não enquadramos na cultura desse ambiente não iremos usar o nosso real potencial.
 
Outro ponto, já mencionado em outros textos, é que quando não nos informamos, estudamos e tentamos entender de forma sistêmica as nossas atividades, estamos perdendo espaço para o outro.
 
Independente disso, ninguém é sozinho, ninguém cresce sozinho. Todos nós precisamos uns dos outros. Trabalho em equipe não é uma demanda, não é moda, é um fato, não tem mais como desenvolver em um meio profissional se você tem problemas em relacionar com o próximo. A demanda é cada vez maior, e o tempo para dedicarmos ao conhecimento adicional é cada vez menor. Hoje, aprender em meio a equipe está se tornando um dos meios mais rápidos e ricos para o aprendizado. Se é assim, porque não fazer do melhor modo possível?
 
Pode parecer batido, mas duas pessoas pensando juntas multiplica-se o conhecimento, não é uma simples adição. Isso é perceptível em todas as conversas e discussões. Cada um tem uma história e, em vez de duas histórias, criamos uma terceira história juntos, mais ricas e mais sólidas
 
Colaborar sem invadir, participar sem intrometer, sugerir sem menosprezar, criticar sem ofender,  elogiar sempre com sinceridade, celebrar os sucessos e superar os fracassos, ir em frente,  sabendo que cada um tem seu papel e que ninguém é perfeito. Isso é um desafio que todos nós temos que enfrentar para tornar o seu meio mais fluido e rico permitindo um ambiente mais agradável para você e seus pares.
 
Você precisa aprender a se ver na íntegra e aprender a ouvir para conhecer aquilo que você não enxerga em si mesmo, assim você poderá valorizar os seus pontos fortes e agregar valor a si mesmo.
 
Quem está ciente de seu valor não teme elogiar um colega diante de seu chefe, muito menos realizar críticas construtivas aos parceiros. Quem está ciente de seu valor sabe jogar, ganhar e perder e voltar ao jogo e se tornar melhor. Haverá sempre alguém melhor com quem se possa aprender e alguém atrás a ser incentivado.
 
O difícil é ter esta ciência, no meio de tantas vivências e aprendizados, sobre a aplicação desses pontos de mente aberta, sem o emocional interferindo. As emoções, preconceitos, desejos, medos, sejam eles reais ou imaginários, construtivos ou destrutivos, corroborados ou não por aqueles que nos cercam. Necessitamos de aprovação e de reconhecimento. Cada um por sua qualidade, na justa medida. E claro, é também preciso dar este reconhecimento aos outros também, onde muitas vezes falhamos. Então, porque competir desenfreadamente? Competir é saudável, mas até quanto você deve fazê-lo?
 

terça-feira, 27 de julho de 2010

Medo de Tecnologia?

Geração baby boomers, X, Y... não importa em qual geração você se enquadra, o que importa é o quanto você está antenado com o mundo. É incrível encontrar profissionais por volta de trinta anos, com curso de nível superior, que se dá o luxo de ter aversão a tecnologia.

Tecnologia básica, não tecnologia avançada. Pessoas que se gabam por não saber trabalhar com os softwares básicos como os de edição de textos, planilhas eletrônicas e apresentações e que não sabem utilizar ferramentas como o Google em pesquisas na internet. O Twitter, se bem administrado, gera informações dinâmicas a todo o momento sobre qualquer assunto.
A televisão, o rádio e a mídia impressa ainda são ótimas fontes de informação, mas é a informação que chega até você e não a que você vai atrás. A grande diferença que o desejo por conhecimento específico não estará disponível de forma imediata nessas fontes, mesmo que esteja, é a informação que chega ao mesmo tempo a grande massa e, muitas vezes, com o ponto de vista de um autor.
Como abrir cabeça para um assunto lendo uma ou duas opiniões? Como gerar conhecimento “ímpar” para criar uma carreira própria e de destaque?
Pense, o que é sucesso para você? Independente da resposta, para atingir é preciso de dedicação, estudo, saber ouvir, saber falar, saber interpretar, analisar, questionar, criar cenários e outros. Criar cenários... Como criar cenários se o seu conhecimento é uma linha reta, sem curvas e bifurcações? A vivência prática das coisas ensina tudo isso? Em parte sim, em parte não. A prática é uma das formas mais impressionantes de aprendizado, mas sem uma bagagem mínima teórica sobre as coisas, não permite alavancar o máximo o conhecimento e visão do profissional. Fazendo um paralelo, é o profissional que faz uma viagem pela empresa e esquece de pegar uma nota fiscal de um almoço. Ao chegar na empresa e realizar a prestação de contas, descobre que não será ressarcido pelo custo do almoço. Gera revolta e insatisfação. Toda empresa tem, ou deveria ter, que fazer a contabilidade do negócio. Para as empresas de capital aberto é uma obrigação e precisa, ainda, disponibilizar para o público em geral as contas. A simples nota do almoço entra como despesa no fluxo de caixa, como despesa, ela reduz o lucro bruto, reduzindo o lucro bruto, reduz o pagamento de impostos. Os órgãos competentes do governo fazem auditoria nas empresas para identificar possíveis fraudes ao governo. Sem a nota do almoço, como a empresa prova que ocorreu o gasto que reduziu o lucro bruto e que diminuiu o pagamento dos impostos? O conhecimento prático somente ensina que é preciso pedir a nota fiscal para ser ressarcido das despesas...
As informações descritas acima nem sempre estão disponíveis dentro da empresa de forma fácil e, na literatura, ocorre com uma linguagem complexa de difícil compreensão para um leigo. Na internet é possível identificar redes sociais onde ocorrem discussões sobre qualquer assunto, permitindo identificar contatos de pessoas que poderiam te alimentar com qualquer informação e conhecimento. Apenas é necessário analisar bem os sites e o conteúdo das informações, porque da mesma forma que a internet permite acesso a informações maravilhosas, existe muita informação falsa.
Em relação as ferramentas que permitem editar textos e tratar dados, o profissional que não trabalha com estas mostra que tudo que ele transmite é através da própria explanação ou cópia de material de terceiros. Voltando, ambas as formas são perfeitas para disseminação de informação e conhecimento, mas, em uma reunião com diversos números e informações, como se administra o tempo e a condução da mesma? Em vez de uma hora serão horas de reunião. Tempo perdido e queda da qualidade da decisão. Como o profissional irá perpetuar o conhecimento prático e teórico adquirido? Cada um tem uma trajetória de vida, cada um tem uma ação na empresa, conhecimento impar. Não considerando ainda que todo profissional tem a OBRIGAÇÃO de registrar as suas tarefas e conhecimento. Uma empresa é sustentável, hoje em dia, pelos seus bancos de dados históricos e todo registro de informação e conhecimento adquirido em toda a sua história. Quando um profissional registra o seu conhecimento em documentos ele está consolidando na sua mente, de forma mais clara e organizada, pois antes desse registro, o conhecimento fica espalhado sem conexão. É novo conhecimento sendo gerado para todos, inclusive para você mesmo.
Tudo que é novo assusta, assusta porque não sabemos o que iremos enfrentar, não enxergamos o cenário no próximo passo. Dê o primeiro passo, o medo sumirá, pois você permitirá que materialize o que hoje você não consegue visualizar.
Dedique parte do seu tempo para as novas tecnologias, exercite, no futuro, você não irá entender o como você conseguia viver sem elas.