Esse site é para proporcionar uma leitura dinâmica sobre assuntos do nosso dia a dia no trabalho. Espero que contribua para o aprendizado de vocês! Contato: laryssasa@hotmail.com Twiiter: laryssamiranda
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Cadê a Gentileza?
Essa é uma pergunta que está ficando sem resposta. Onde esta a gentileza no trabalho, no relacionamento, na família, no atendimento...? Parece que sumiu, que as pessoas esqueceram, deixaram para trás, não vêem, talvez, mais sentido em ser gentil.
No trabalho, a gentileza esta cada vez mais ficando no passado. O mais incrível é que toda a literatura mostra que trabalho individual está cada vez mais perdendo importância, e isso faz todo o sentido. Você sabia que os 10 empregos que mais oferecerão vagas em 2010 não existiam em 2004? Que vivemos em um mundo de crescimento exponencial com, por exemplo, 31 bilhões de buscas no google por mês, sendo que em 2006 o número era de 2,6 bilhões? Imagine, há 10 anos atrás, quem respondia a essas perguntas? Que hoje existem 5X mais palavras em inglês em relação ao tempo de Shakespeare? Bem, acho que são evidências que o conhecimento não é mais para um e sim para um grupo de pessoas. E a gentileza? Fator primordial para o relacionamento, para aproximar as pessoas. Deveria ser a ferramenta número 1 de todos os profissionais, mas não é o que está acontecendo. De forma lenta e gradativa, vemos a gentileza escoar pelos dedos, formando um ambiente hostil, onde as vaidades estão a flor da pele, o medo de perder o poder, ter o ego destruído faz com que as pessoas não se ajudem o quanto é preciso. Se é melhor ou pior que no passado, isso não importa, porque o passado, no ritmo acelerado do mundo, é ontem, é uma hora atrás, não século passado.
Quem não teve um péssimo atendimento nessa semana em uma loja ou bar? Quem não ficou chateado por ações ilógicas de motoristas de trânsito? Quem não viu um motorista parar 30 metros do sinal para ficar na sombra sem se preocupar com a situação do trânsito atrás?
Reflita o quanto vocês estão sendo gentis, o quanto vocês estão se preparando para o futuro que é no amanhã. Reflitam sobre o quanto vocês podem melhorar a vida de vocês e do próximo por ser um pouco mais gentil. Reflitam sobre como será mais produtivo o ambiente de trabalho se vocês forem um pouco mais gentis.
sábado, 4 de setembro de 2010
Você Sonha? Laryssa Miranda
Sonhar por sonhar pode não fazer diferença sem atitude, mas o ato de sonhar permite alavancar a vida, seja no lado pessoal, seja no lado profissional.
O sonho dá energia, traz esperança, traz planejamento, traz tudo que você desejar, traz se você for atrás dele ou em busca dele.
Como trilhar o caminho do seu sonho? O mais difícil é saber onde quer chegar e ter certeza que esse realmente é o sonho perfeito. Tendo isso em mãos, ou melhor, em mente, agora é só traçar o seu caminho.
Pegue um papel e coloque no topo da folha o seu objetivo. Crie agora, no mínimo, três linhas de tempo chegando nele, a primeira representando o seu desenvolvimento técnico, o segundo o estratégico e, por fim, o terceiro com o seu desenvolvimento pessoal. Na base do papel comece com os primeiros aprendizados, ações ou treinamentos. Passe uma linha tracejada que represente o hoje. Veja a experiência adquirida antes dessa linha e construa, para o futuro, o caminho nas três trilhas sobre o que é preciso realizar para atingir o seu sonho/meta que está no topo (figura).
O mais importante é ser realista em relação aos próximos passos. Não adianta colocar um MBA em negócios na Imperial College London no próximo ano se você tem o básico em inglês. Nesse caso é necessário colocar um período longo, de no mínimo dois anos, para conseguir ter maior habilidade com o idioma e, após isso, o MBA.
Essas trilhas não precisam ser fixas para o futuro, muito menos o sonho. O aprendizado, o conhecimento adquirido, a vivência e a prática podem modificar o direcionamento da vida idealizado em outro momento. O aprendizado faz a gente mudar a percepção que temos da vida e faz gerar outros sonhos e para cada sonho você pode trilhar os caminhos para chegar a ele.
Sonhar em ganhar a loteria acumulada sem jogar não irá ganhar. Não faça isso com os seus sonhos. Construa a sua vida para atingir. Tudo é possível. Já ouviu falar do Office-boy que virou presidente? Não é preciso dizer mais nada, correto?
O sonho dá energia, traz esperança, traz planejamento, traz tudo que você desejar, traz se você for atrás dele ou em busca dele.
Como trilhar o caminho do seu sonho? O mais difícil é saber onde quer chegar e ter certeza que esse realmente é o sonho perfeito. Tendo isso em mãos, ou melhor, em mente, agora é só traçar o seu caminho.
Pegue um papel e coloque no topo da folha o seu objetivo. Crie agora, no mínimo, três linhas de tempo chegando nele, a primeira representando o seu desenvolvimento técnico, o segundo o estratégico e, por fim, o terceiro com o seu desenvolvimento pessoal. Na base do papel comece com os primeiros aprendizados, ações ou treinamentos. Passe uma linha tracejada que represente o hoje. Veja a experiência adquirida antes dessa linha e construa, para o futuro, o caminho nas três trilhas sobre o que é preciso realizar para atingir o seu sonho/meta que está no topo (figura).
Essas trilhas não precisam ser fixas para o futuro, muito menos o sonho. O aprendizado, o conhecimento adquirido, a vivência e a prática podem modificar o direcionamento da vida idealizado em outro momento. O aprendizado faz a gente mudar a percepção que temos da vida e faz gerar outros sonhos e para cada sonho você pode trilhar os caminhos para chegar a ele.
Sonhar em ganhar a loteria acumulada sem jogar não irá ganhar. Não faça isso com os seus sonhos. Construa a sua vida para atingir. Tudo é possível. Já ouviu falar do Office-boy que virou presidente? Não é preciso dizer mais nada, correto?
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Livre para Decidir
Todo individuo é livre para decidir o caminho que quer trilhar na vida profissional. Tudo é uma questão de escolha, de definir os trade-off que a vida apresenta ou que corrermos atrás, é o quanto o individuo tem atitude para mudar, para arriscar e para aceitar.
É livre para ficar como 10 anos como Junior na empresa, é livre para decidir em ficar em um emprego que não respeite ou valorize o seu trabalho, é livre para reclamar, é livre para sorrir, livre para fazer o que quiser fazer.
Ficar parado na vida profissional não é um problema, é um risco se mal posicionado. É uma via de escolha. Pedir demissão de uma empresa que permite estabilidade para entrar em outra com uma única certeza, o nome dela, é uma opção também.
Hoje existe uma cobrança que o profissional tem que ser isso ou aquilo, mas tem espaço para todos. O único problema é a escolha de ser um tipo de profissional e a atitude ser outra, é como se estivesse no lugar errado na hora errada. Ambição sem paixão destrói carreiras, a sua e das pessoas que estão próximas a você. Para definir metas pessoais e criar desejos nós temos que nos preparar e, principalmente, nos conhecer. Desejar ser o presidente mas tem preguiça de gente não lhe trará felicidade e resultará perdas para a empresa. Chegar, chega, mas não se mantêm, não na sociedade de hoje.
Sonhe, mas sonhe todos os dias. Siga a sua intuição ou aprenda a segui-la. Conheça os seus limites e trabalhe para quebrar as barreiras, caso seja um impeditivo para atingir seus objetivos.
Sonhe com o coração, sonhe em conjunto, sonhe em separado. Ninguém cresce hoje sozinho. A velocidade que está crescendo a informação e o conhecimento disponível é tão grande que ter acesso ao conhecimento necessário para a execução das tarefas é impossível, é preciso identificar parceiros. Não é ter conhecimento somente, é saber usar o conhecimento, seja seu, seja a dos seus parceiros.
A velocidade é tal que mal nasceu a geração Y e já tem a geração Z. A geração X sobreviveu mais de uma década, a dos baby boomers mais ainda.
Se você decidiu ficar em uma posição mais tranqüila, isso não te denigre e nem deveria, mas apenas reconheça que essa foi a sua escolha. Caso tenha decidido crescer, se transformar em um ser mutante, que se transforma a cada momento devido as mudanças e geração de conhecimento, lembre-se, não é um caminho fácil. No mundo de hoje, vemos a todo o momento que a vida é um ciclo que as empresas e as pessoas entram e saem das nossas vidas a todo o momento. Trabalhe em equipe, esse será o caminho mais saudável e com maior garantia de sucesso.
Não siga um modelo por modismo, nem fique desesperado se você não faz parte da geração A, B ou C. O mais importante é saber o que é realmente bom para você mesmo e trilhar sua vida nessa direção.
É livre para ficar como 10 anos como Junior na empresa, é livre para decidir em ficar em um emprego que não respeite ou valorize o seu trabalho, é livre para reclamar, é livre para sorrir, livre para fazer o que quiser fazer.
Ficar parado na vida profissional não é um problema, é um risco se mal posicionado. É uma via de escolha. Pedir demissão de uma empresa que permite estabilidade para entrar em outra com uma única certeza, o nome dela, é uma opção também.
Hoje existe uma cobrança que o profissional tem que ser isso ou aquilo, mas tem espaço para todos. O único problema é a escolha de ser um tipo de profissional e a atitude ser outra, é como se estivesse no lugar errado na hora errada. Ambição sem paixão destrói carreiras, a sua e das pessoas que estão próximas a você. Para definir metas pessoais e criar desejos nós temos que nos preparar e, principalmente, nos conhecer. Desejar ser o presidente mas tem preguiça de gente não lhe trará felicidade e resultará perdas para a empresa. Chegar, chega, mas não se mantêm, não na sociedade de hoje.
Sonhe, mas sonhe todos os dias. Siga a sua intuição ou aprenda a segui-la. Conheça os seus limites e trabalhe para quebrar as barreiras, caso seja um impeditivo para atingir seus objetivos.
Sonhe com o coração, sonhe em conjunto, sonhe em separado. Ninguém cresce hoje sozinho. A velocidade que está crescendo a informação e o conhecimento disponível é tão grande que ter acesso ao conhecimento necessário para a execução das tarefas é impossível, é preciso identificar parceiros. Não é ter conhecimento somente, é saber usar o conhecimento, seja seu, seja a dos seus parceiros.
A velocidade é tal que mal nasceu a geração Y e já tem a geração Z. A geração X sobreviveu mais de uma década, a dos baby boomers mais ainda.
Se você decidiu ficar em uma posição mais tranqüila, isso não te denigre e nem deveria, mas apenas reconheça que essa foi a sua escolha. Caso tenha decidido crescer, se transformar em um ser mutante, que se transforma a cada momento devido as mudanças e geração de conhecimento, lembre-se, não é um caminho fácil. No mundo de hoje, vemos a todo o momento que a vida é um ciclo que as empresas e as pessoas entram e saem das nossas vidas a todo o momento. Trabalhe em equipe, esse será o caminho mais saudável e com maior garantia de sucesso.
Não siga um modelo por modismo, nem fique desesperado se você não faz parte da geração A, B ou C. O mais importante é saber o que é realmente bom para você mesmo e trilhar sua vida nessa direção.
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Para Conhecer um pouco mais sobre sustentabilidade
Material apresentado no curso de especialização em Open Innovation na PECE-USP.
Autoras: Laryssa Miranda e Ana Izaura.
http://www.scribd.com/doc/36362253/Sustentabilidade-e-Inovacao-rev02b
Autoras: Laryssa Miranda e Ana Izaura.
http://www.scribd.com/doc/36362253/Sustentabilidade-e-Inovacao-rev02b
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Será que faltam líderes?
Vários textos têm comentado sobre a falta de líderes, sobre como identificar e qual o perfil do líder para a geração Y e outros.
Será que faltam lideres no mercado? Ou será que nós não oS identificamos?
Muitos gestores ainda são definidos baseados na confiança técnica, mas um bom técnico não necessariamente é um líder. Nesses casos, a empresa acaba perdendo um ótimo técnico.
O líder é a pessoa que consegue tirar o melhor da equipe, este não necessariamente será um destaque técnico, mas conseguirá agregar valor devido a comunicação, a capacidade de interagir e compartilhar conhecimento. Muitas vezes funciona como um elo na equipe.
Para esses lideres se destacarem e para se tornar possível a sua identificação, as empresas precisam investir realmente na carreira Y. É preciso também quebrar o modelo mental dos profissionais que acreditam ainda que para se sentirem reconhecidos precisam virar gestores. O mais interessante é que a geração Y, conforme descrito por vários autores, são pessoas que querem ser ouvidas, querem oportunidade, qualidade de vida e outros, mas quando entram na empresa, desejam se tornar gestores, como ser gestor fosse sinal de liberdade e tranqüilidade. Essa nova geração vem com o mesmo modelo das outras gerações.
Existe apenas uma área que pode mudar essa cultura, a área de recursos humanos (RH). O RH precisa criar programas para orientar e educar os profissionais, criar planos de carreira bem estruturados, com vantagens similares ao que optarem seguir a trilha técnica.
Para mostrar o descompasso, os gerentes possuem benefícios diferenciados, mas os que seguem o outro braço do Y não o possuem. Outro ponto é que o paralelismo da carreira em Y morre até o primeiro nível gerencial. Existem exceções, mas as exceções deveriam ser ao contrário. Como realmente estimular esse profissional técnico?
Não adianta se preocupar, é preciso apenas ter atitude. Errar é humano, batido ou não, é a pura verdade. É preciso arriscar.
Será que faltam lideres no mercado? Ou será que nós não oS identificamos?
Muitos gestores ainda são definidos baseados na confiança técnica, mas um bom técnico não necessariamente é um líder. Nesses casos, a empresa acaba perdendo um ótimo técnico.
O líder é a pessoa que consegue tirar o melhor da equipe, este não necessariamente será um destaque técnico, mas conseguirá agregar valor devido a comunicação, a capacidade de interagir e compartilhar conhecimento. Muitas vezes funciona como um elo na equipe.
Para esses lideres se destacarem e para se tornar possível a sua identificação, as empresas precisam investir realmente na carreira Y. É preciso também quebrar o modelo mental dos profissionais que acreditam ainda que para se sentirem reconhecidos precisam virar gestores. O mais interessante é que a geração Y, conforme descrito por vários autores, são pessoas que querem ser ouvidas, querem oportunidade, qualidade de vida e outros, mas quando entram na empresa, desejam se tornar gestores, como ser gestor fosse sinal de liberdade e tranqüilidade. Essa nova geração vem com o mesmo modelo das outras gerações.
Existe apenas uma área que pode mudar essa cultura, a área de recursos humanos (RH). O RH precisa criar programas para orientar e educar os profissionais, criar planos de carreira bem estruturados, com vantagens similares ao que optarem seguir a trilha técnica.
Para mostrar o descompasso, os gerentes possuem benefícios diferenciados, mas os que seguem o outro braço do Y não o possuem. Outro ponto é que o paralelismo da carreira em Y morre até o primeiro nível gerencial. Existem exceções, mas as exceções deveriam ser ao contrário. Como realmente estimular esse profissional técnico?
Não adianta se preocupar, é preciso apenas ter atitude. Errar é humano, batido ou não, é a pura verdade. É preciso arriscar.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
O que é Segurança da Informação? por Laryssa Miranda e Henrique Haas
Estudos estatísticos mostram que a perda de informação por invasão de hacker, cópias indevidas de material da empresa e espionagem não são as principais causas da vazamento de conhecimento. O principal disseminador dos dados e informações para o público externo é o próprio funcionário em conversas formais e informais. O usuário é o elo mais fraco quando se trata de segurança da informação e quando não orientado pode disseminar informações sem conhecer ou entender o impacto na competitividade do negócio.
Não adianta investir esforços somente em proteção de TI. Para variar, é preciso criar cultura sobre o assunto e a única forma de realizar isso é difundir os conceitos, o valor de cada informação e criar uma política clara com deveres e direitos de cada colaborador. Criar regras e procedimentos para o uso das ferramentas tecnológicas disponibilizadas pela empresa também ajuda a conscientizar o funcionário e a minimizar perdas por acesso indevido, principalmente quando existem implantados sistemas seguros, que garantem a integridade dos dados e informações alem de permitir diferentes perfis de acesso.
A política tem que estar alinhada com o negócio da empresa, caso contrário, se torna um entrave para o seu próprio desenvolvimento e de seus funcionários, além de gerar uma falsa sensação de segurança. O ponto de equilíbrio para a sua empresa sobre o quanto deve controlar e quanto deve abrir as informações depende do negócio e da indústria onde está inserida. Não existe um padrão, uma receita de bolo onde todos podem seguir. A empresa que copia modelos corre o risco imenso de perder competitividade por disseminação da informação confidencial.
É preciso prestar atenção na forma de elaborar e introduzir a política de segurança da informação e das normas nela inseridas afim de não gerar certa alienação nos colaboradores, criando insegurança e medo. Esta política pode barrar não só o que é indevido, mas também a informação que poderia ser útil a própria organização. Em parte, abrir a empresa em certos momentos é importante para captar informações externas. Encontrar o ponto saudável é essencial e para isso é preciso conhecer bem a cultura onde está inserida a empresa, entender seus stakeholders. Não se deve criar procedimentos sem respeitar e conhecer as crenças e hábitos locais. Quando se conhece o ambiente fica possível identificar a melhor forma de fazer os empregados absorverem os conceitos e entenderem o cenário.
Apesar das empresas saberem disso, ainda não existe um trabalho sistemático sobre o assunto. Caso você tenha um filho, é melhor colocar a cerca para ele não ir para próximo a piscina ou ensiná-lo a nadar para sobreviver em qualquer piscina? Esse é o papel da política clara e objetiva, ensinar a todos sobre como proceder nas “n” situações em que poderá vivenciar, para no mínimo quando tiver uma dúvida, saber a quem procurar.
Todo empregado precisa também se interessar pelo assunto e não ficar limitado somente a política. Ele precisa saber as conseqüências do mau uso dos dados, informações, conhecimentos e ferramentas que a empresa disponibiliza. Um e-mail cedido pela empresa é de responsabilidade da mesma. O envio de mensagens não alinhadas às políticas legais, éticas e morais ou o uso de software não regularizado expõem a empresa que irá se tornar responsável pelos danos causados, e a mesma poderá processar o empregado por tais danos. O contrário também é verdadeiro.
É correto o uso de ferramentas que possibilitem a empresa rastrear 100% das atividades do empregado a partir de sua infra estrutura, como o controle e monitoramento da rede, que gera relatórios completos do perfil de acesso a internet, conversas através de comunicadores internos e externos, correio eletrônico e inclusive os circuitos internos de TV as vezes dispostos até em banheiros? As empresas que utilizam dessas ferramentas tem todos os dados e informações registrados ao longo da vida do funcionário na empresa. Será que as pessoas que acessam a essas informações são pessoas bem instruídas para analisá-las? A imagem e a reputação de uma pessoa pode ser devassada quando em mãos incorretas.
Por outro lado, é impossível travar o conhecimento adquirido pelo funcionário durante seu período na empresa, colocar um cadeado para que não saia da cabeça dele (figura). Certos conhecimentos não podem ser disponibilizados principalmente quando o empregado se desliga da empresa. Isso é questão de ética. Muitos ainda confundem informação e ou aprendizado com conhecimento. A falta de uma política clara de segurança da informação na empresa, permitem perdas nesse sentido. O contrato de trabalho deveria prever uma cláusula para o caso de desligamento, mencionando um período após a saída onde o empregado não poderá divulgar qualquer informação da empresa. Existem casos de funcionários que se desligaram de uma empresa e levaram idéias e projetos inteiros para a outra afetando competitividade da anterior.
Não adianta investir esforços somente em proteção de TI. Para variar, é preciso criar cultura sobre o assunto e a única forma de realizar isso é difundir os conceitos, o valor de cada informação e criar uma política clara com deveres e direitos de cada colaborador. Criar regras e procedimentos para o uso das ferramentas tecnológicas disponibilizadas pela empresa também ajuda a conscientizar o funcionário e a minimizar perdas por acesso indevido, principalmente quando existem implantados sistemas seguros, que garantem a integridade dos dados e informações alem de permitir diferentes perfis de acesso.
A política tem que estar alinhada com o negócio da empresa, caso contrário, se torna um entrave para o seu próprio desenvolvimento e de seus funcionários, além de gerar uma falsa sensação de segurança. O ponto de equilíbrio para a sua empresa sobre o quanto deve controlar e quanto deve abrir as informações depende do negócio e da indústria onde está inserida. Não existe um padrão, uma receita de bolo onde todos podem seguir. A empresa que copia modelos corre o risco imenso de perder competitividade por disseminação da informação confidencial.
É preciso prestar atenção na forma de elaborar e introduzir a política de segurança da informação e das normas nela inseridas afim de não gerar certa alienação nos colaboradores, criando insegurança e medo. Esta política pode barrar não só o que é indevido, mas também a informação que poderia ser útil a própria organização. Em parte, abrir a empresa em certos momentos é importante para captar informações externas. Encontrar o ponto saudável é essencial e para isso é preciso conhecer bem a cultura onde está inserida a empresa, entender seus stakeholders. Não se deve criar procedimentos sem respeitar e conhecer as crenças e hábitos locais. Quando se conhece o ambiente fica possível identificar a melhor forma de fazer os empregados absorverem os conceitos e entenderem o cenário.
Apesar das empresas saberem disso, ainda não existe um trabalho sistemático sobre o assunto. Caso você tenha um filho, é melhor colocar a cerca para ele não ir para próximo a piscina ou ensiná-lo a nadar para sobreviver em qualquer piscina? Esse é o papel da política clara e objetiva, ensinar a todos sobre como proceder nas “n” situações em que poderá vivenciar, para no mínimo quando tiver uma dúvida, saber a quem procurar.
Todo empregado precisa também se interessar pelo assunto e não ficar limitado somente a política. Ele precisa saber as conseqüências do mau uso dos dados, informações, conhecimentos e ferramentas que a empresa disponibiliza. Um e-mail cedido pela empresa é de responsabilidade da mesma. O envio de mensagens não alinhadas às políticas legais, éticas e morais ou o uso de software não regularizado expõem a empresa que irá se tornar responsável pelos danos causados, e a mesma poderá processar o empregado por tais danos. O contrário também é verdadeiro.
É correto o uso de ferramentas que possibilitem a empresa rastrear 100% das atividades do empregado a partir de sua infra estrutura, como o controle e monitoramento da rede, que gera relatórios completos do perfil de acesso a internet, conversas através de comunicadores internos e externos, correio eletrônico e inclusive os circuitos internos de TV as vezes dispostos até em banheiros? As empresas que utilizam dessas ferramentas tem todos os dados e informações registrados ao longo da vida do funcionário na empresa. Será que as pessoas que acessam a essas informações são pessoas bem instruídas para analisá-las? A imagem e a reputação de uma pessoa pode ser devassada quando em mãos incorretas.
Por outro lado, é impossível travar o conhecimento adquirido pelo funcionário durante seu período na empresa, colocar um cadeado para que não saia da cabeça dele (figura). Certos conhecimentos não podem ser disponibilizados principalmente quando o empregado se desliga da empresa. Isso é questão de ética. Muitos ainda confundem informação e ou aprendizado com conhecimento. A falta de uma política clara de segurança da informação na empresa, permitem perdas nesse sentido. O contrato de trabalho deveria prever uma cláusula para o caso de desligamento, mencionando um período após a saída onde o empregado não poderá divulgar qualquer informação da empresa. Existem casos de funcionários que se desligaram de uma empresa e levaram idéias e projetos inteiros para a outra afetando competitividade da anterior.
O limite das ações não é claro. É preciso dar início a um processo, criar a primeira política e adequá-la sempre que necessário, com revisão no mínimo anual. Monitorar ações no dia a dia do colaborador para identificar a eficiência e as falhas existentes. Todos nós somos responsáveis, a empresa e todos os colaboradores nela inseridos. O pior discurso é o “eu não sabia”. Mude de atitude!
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